Wanderlust: tentar é preciso

Em seriado sobre relacionamentos, Toni Collette interpreta Joy, uma terapeuta por volta dos 40 anos que decide testar novas possibilidades de relações sem abandonar o casamento.



Wanderlust é daqueles seriados que ficam escondidos no Netflix e a gente só acha depois de ter rodado a lista de séries umas três vezes. Mas valeu a pena ter caído nele sem querer, foi uma boa surpresa.


Ele foi lançado em 2018 em parceria com a BBC e seu grande trunfo é, para mim, ter Toni Collette no papel principal. A história acompanha um período da vida de Joy, uma terapeuta de 40 e poucos anos que decide propor ao marido um esquema de casamento aberto.


O casal mora em uma pequena cidade da Inglaterra com os três filhos já adultos e vive tranquilo, sem muitas emoções - exatamente o que aflige Joy. Ela sente um desejo que ultrapassa o que o casamento de mais de 20 anos, que não é infeliz, vale dizer, pode oferecê-la naquele momento.


Gostei da importância que a trama dá à complexidade dos relacionamentos e também à terapia. Em um episódio particularmente interessante, que se passa todo na sala da terapeuta de Joy, as duas discutem sobre os confusos sentimentos dela a respeito da nova situação com o marido, do relacionamento com seu pai na juventude, do destino de um de seus pacientes e do ex-namorado, Lawrence, que ainda ronda não só seus pensamentos.


O seriado não tem grandes ações e reviravoltas, mas traz discussões interessantes de forma respeitosa e muito bem feita, com excelentes atores. E o melhor é que vai direto ao ponto, sem enrolação: tem somente uma temporada, com seis episódios de uma hora cada.

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