Comunicar é preciso (mais do que nunca)



Já ficou velho, eu sei, dizer que a experiência de passar por uma pandemia mudou tudo e todos. Vimos empresas, escolas e pessoas se reinventando, repensando soluções e tirando projetos do papel – alguns já prontos e que só precisavam desse ‘empurrãozinho’ para serem lançados, outros criados às pressas pelas circunstâncias.


Mas acho que vale a pena insistir no tema e ressaltar a importância da comunicação em uma situação como essa. De comunicar-se de forma geral, mas falo aqui da comunicação interna, da troca entre as empresas e seus colaboradores. Em tempos de crise como o que vivemos agora, priorizar a comunicação torna-se questão de sobrevivência.


Comunicação é questão de timing. Basta pensar no começo da pandemia, quando os primeiros casos de coronavírus surgiram no país e quando as empresas começaram a mandar seus colaboradores para casa. Um momento de muita incerteza e tensão para todos. Sobressaíram-se as que souberam se comunicar de maneira rápida e efetiva com as pessoas. Não dá para deixar para depois: nesses casos, a hora certa é que define a eficácia do recado.


Falo de efetividade porque acredito que é responsabilidade da comunicação interna (mas não só dela, claro) passar segurança para os colaboradores. É de lá que devem vir informações confiáveis – seja sobre o Covid-19 ou sobre os próximos passos da empresa. A transparência nesse contato, entre as duas partes, é o que define o grau de confiança que as pessoas têm com o lugar onde trabalham.


Vimos também, mais do que nunca, como a comunicação tem o poder de aproximar as pessoas. Foi uma época de home office, de cada um na sua casa, e ainda assim muitas organizações conseguiram manter uma unidade e uma proximidade entre as equipes. Um desafio, sem dúvida, mas saiu na frente quem conseguiu cumpri-lo.

E depois que a pandemia acabar, o que muda na comunicação? Seus aspectos essenciais são mantidos, mas muita coisa se transforma depois dessa experiência. Os canais, por exemplo. Não dá mais para contar somente com murais físicos dispostos pelas fábricas. Com pessoas ainda trabalhando remotamente, cresce a importância de aplicativos, redes sociais corporativas, TV corporativa, newsletters e até das redes sociais abertas, como LinkedIn, Facebook e WhatsApp.


Claro que cada um desses canais tem um público específico, uma linguagem e um alcance. Com esse cuidado em mente, a tecnologia pode ser grande aliada para modernizar as ferramentas de comunicação e assim agilizar o fluxo de informações, reforçando a proximidade entre empresa e seus colaboradores.

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